Lace Hill

Autor: Piloto  |  Categoria: Ambientes integrados, Design, Iluminação, Inovação, Sustentabilidade

Artificial, Multifuncional e Autosuficiente


A maior questão da arquitetura contemporânea é a incansável busca de meios para unir funcionalidade, sustentabilidade e, é claro, atração visual. Lace Hill engloba todos esses aspectos e os aplica à realidade do local.

O projeto, criado pelo escritório de arquitetura americano Forrest Fulton, idealiza ocupar uma área de 85 mil metros quadrados e apresenta uma complexa estrutura multifuncional camuflada em meio ao monte Ararat e ao panorama da icônica cidade de Yerevan, na Armênia. Situada numa planície circundada de montanhas, um dos objetivos (se não o principal) da edificação é proporcionar a contemplação da paisagem histórica sem causar grandes interferências visuais. A parte externa da colina artificial age como um conjunto de observatórios, fazendo com que esta seja uma ampliação do anfiteatro natural.

O “edifício” acopla-se ao visual da região em que está situado, mas, ao mesmo tempo em que não agride o conjunto, não chega a ser imperceptível: representa a transição ideal entre os meios rural e urbano.

Os espaços abertos no topo promovem a circulação de ar, funcionando como um grande mecanismo de refrigeração, além de permitirem a passagem de luz natural. Grande parte das atividades previstas acontece em espaços comuns de vivência, terraços e mirantes, sob exposição de luz solar. Em seu interior, escritórios, restaurantes, museus, cinema, hotel, academias e residências funcionam com iluminação natural indireta. O projeto prevê a livre circulação de pedestres e ciclistas. Já o tráfego de veículos motorizados é limitado a um estacionamento totalmente subterrâneo, com saída para uma rodovia, que liga Lace Hill às cidades adjacentes.

O paisagismo concebido, para não agredir a química do solo local, promove a abundante utilização de plantas nativas, que servem como um filtro natural de ar. O exterior, envolto por uma camada de grama, contribui para que a humidade e a temperatura do local se tornem amistosos, dado o clima semi-árido da região. Toda a vegetação é irrigada através de um intrincado sistema de reciclagem de água cinza – gerada em lavatórios, chuveiros e lavagem de roupa.

Para não causar impacto no cidadão local e promover a cultura do país, o projeto é repleto de referências ao estilo de vida da região. A vasta quantidade de orifícios nas paredes internas, por exemplo, nos remete aos detalhes do tradicional tecido armênio, fabricado artesanalmente com linhas (ou cordas) e agulhas.

Lace Hill possui uma imponência de aspecto catedrático que seduz o visitante à primeira vista. E à segunda também.

via Obvious

Decoração e Sustentabilidade

Autor: Piloto  |  Categoria: Decoração, Design, Inovação, Objetos, Salas de estar, Sustentabilidade

Ryan Frank, artista londrino, desenvolve peças incríveis baseado no conceito da sustentabilidade. A cadeira Inkuku (que significa “galinha” em Zulu) é feita inteiramente de alumínio reciclado e bolsas plásticas. A contribuição para o meio ambiente se transforma em uma peça exótica e criativa.

Utilizando uma técnica africana de composição do material, Ryan também cria esculturas com plástico. Ele também utiliza outros materiais – tecidos, por exemplo – nas suas peças exclusivas.


via Arquitetura e Interiores

Olimpíadas 2016 e a Torre Solar

Autor: Piloto  |  Categoria: Design, Inovação, Olimpíadas, Sustentabilidade

O escritório suíço RAFAA divulgou recentemente um projeto conceitual para o Marco das Olimpíadas de 2016, que seria erguido na ilha de Cotonduba, no Rio de Janeiro. Além de servir como ponto turístico, o Solar City Tower, de acordo com os arquitetos que desenvolveram o projeto, “seria capaz de gerar energia suficiente para abastecer a vila olímpica e parte da cidade fluminense”.

Divulgação: RAFAA
Visão geral do Marco Olímpico projetado pelo escritório RAFAA na ilha de Cotonduba

“O desafio foi projetar uma torre de observação sustentável que também se tornasse um símbolo de boas-vindas para os visitantes que chegam ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima”, diz o memorial descritivo do projeto.  Durante o dia, a torre captaria energia solar por meio de painéis localizados ao nível do solo (a 60 m do nível do mar), na entrada do edifício.

O excesso da energia solar produzida seria aproveitado para bombear a água do mar para o interior da torre, produzindo um efeito de queda d”água no exterior da torre. Esta queda d”água também seria utilizada para gerar energia durante o período noturno.

O projeto prevê, abaixo do nível do solo, a construção de anfiteatro, café, loja e áreas de administração do Marco Olímpico, além dos elevadores públicos que levam os visitantes ao terraço de observação. O edifício ainda teria uma plataforma retrátil para saltos de bungee jumping a 90 m do nível do mar.

Divulgação: RAFAA
Entrada do edifício é feita entre placas solares

“Após ter hospedado a United Nation’’s Earth Summit em 1992, o Rio de Janeiro será mais uma vez o ponto de partida para um movimento verde global e para um desenvolvimento sustentável de estruturas urbanas. O Marco pode ajudar a cidade a transformar-se até mesmo em um símbolo para os primeiros Jogos Olímpicos com emissão zero de carbono”, acreditam os arquitetos.

Segundo o escritório suíço, o projeto participará do concurso internacional do Marco Olímpico para o Rio de Janeiro, anunciado em outubro de 2009 pelo prefeito fluminense Eduardo Paes e a então presidente do IAB-RJ (Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Rio de Janeiro), Dayse Góis. Na época, os representantes chegaram a assinar convênio de cooperação técnica para a criação do concurso, mas até agora ele não foi lançado oficialmente.  De acordo com informações da assessoria de imprensa do IAB-RJ, a entidade fará uma reunião com a prefeitura em julho para acertar o futuro da competição.

Divulgação: RAFAA
Marco Olímpico visto da praia carioca
Divulgação: RAFAA
Terraço de observação
Divulgação: RAFAA
Fachada do edifício para as Olimpíadas de 2016
Divulgação: RAFAA
Detalhe de um dos locais de observação
Divulgação: RAFAA
Vista aérea do empreendimento
Divulgação: RAFAA
Ambientes do edifício

 

via Pini Web

Banco ecológico

Autor: Piloto  |  Categoria: Design, Inovação, Sustentabilidade

O designer Steven Ma aproveitou a onda dos móveis ecologicamente corretos e criou o Eco Bench.

Trata-se de uma base de iluminação e sustentação para plantas sarmentosas (ramos com filamentos herbáceos mais conhecidos como trepadeiras).

O Eco Bench foi produzido com 100% de alumínio reciclado. O acessório ainda possui compartimentos que além de coletarem água das chuvas também a filtram, que é direcionada às plantas, juntamente com a geração de eletricidade fornecida por pequenas placas de energia solar. Certamente o Eco Bench une design e arte, sem deixar de lado o meio ambiente.

via SakuraIncubus